WunderLeben |
IMPRESSÕES DAS IMPRECISÕES DA VIDA. |
Por ingenuidade minha nunca acreditei que fosse possível uma pessoa reconhecidamente discreta, de inteligência elevada e com uma personalidade única se transformar em alguém fútil, embora qualquer um o seja, ainda que em menor grau. Para minha tristeza, hoje constato que eu estava errado.
Este Feed de notícias já vinha me dando sinais, mas eu os ignorava. Para dar tempo ao tempo e não fazer uma avaliação precipitada, eu preferia pensar: “Ah, ele (a) tá vivendo intensamente e quer compartilhar isso no Facebook. Sinal dos tempos.” E aí, conversando com essas mesmas pessoas, “a ficha caiu”.
Eram pessoas que não precisavam ter para ser. Que não se importavam se eram ou não predestinados à felicidade, pois acreditavam que com muito esforço e um pouquinho de paciência logo a tal chegaria. Não ansiavam por grandes momentos; faziam qualquer momento ser especial. E tudo isso era da sua própria conta.
Agora eu as vejo fazendo verdadeiros referendos com os amigos sobre o que faz ou fez da vida, como uma criança que pede aos pais pra avaliar um rabisco novo em papel velho; cercadas de bons companheiros de balada e péssimos amigos para a vida; reproduzindo, sem pensar, os pensamentos de outrem.
Quando eu “apanhava” de todos por ser desse jeito que sou, me considerava essencialmente gauche e fiquei obcecado pela ideia de que eu precisava mudar para melhorar. Levou tempo até me dar conta do quanto se é feliz sendo fiel a si próprio e ao evoluir não apesar, mas a partir da minha essência, talvez a única coisa certa que fiz até hoje.
Então não me venham com essa conversa de “Face é isso aí.”, porque aquilo lá é feito por pessoas, cuja verdadeira face foi revelada para quem quiser ver. Nem me falem também em “mudança positiva”, pois a verdadeira mudança positiva não está na forma como os demais te veem, mas em como você vê os demais.
E isso mudou – e muda – a cada clique.
All Consuming Love (Man In A Cat), produção britânica de 2011, sintetiza bem quem somos e o que fazemos. Mas o resultado é tão belo que não há como não se deixar cativar. Vamos ver se você concorda comigo. Bom domingo!
Radio - Gabriel Viégas
Com ou sem acento agudo, Viegas é um sobrenome que me faz lembrar Arte. O primeiro que me vem à cabeça é o grande ator português que deixou este mundo há 16 anos atrás.
Do outro lado do oceano, mais precisamente em Campinas, cerca de 100 km de São Paulo, Brasil, outro talentoso Viégas - este com acento agudo e que não tem laço de parentesco com o ator lusitano - trocou a calculadora da profissão de economista pela guitarra. E o resultado é esse rock de boa qualidade.
Outra curiosidade é a produção globalizada. Sigam o caminho: Radio foi composta pelo músico alemão Thomas Peter, da banda Thrill of Joy, amigo de Viégas, que fez a gravação em Indaiatuba, cidade vizinha a Campinas. A bateria, mixagem e remasterização ficaram a cargo de outro amigo; o inglês Lee Hawkins, que fez todo o trabalho em seu estúdio em Worcester, no oeste da “Velha Ilha”. Ufa!
Bom, espero que curtam tanto quanto eu. Bom sábado!
| Fulana: | Você trabalha com o que em São Paulo? |
| Sicrana: | Sou jornalista. Sabe o que é? |
| Fulana: | Você entrega jornal? |
| Sicrana: | Na verdade eu escrevo pra ajudar nas reportagens do jornal, da TV... |
| Fulana: | Você aparece na TV? |
| Sicrana: | Não, eu envio os textos que escrevo pra quem trabalha na lá. |
| Fulana: | Você leva lá na porta? |
| Sicrana: | Não, eu envio por e-mail. |
| Fulana: | Hummm... |
| Sicrana: | Você sabe o que é e-mail, que enviamos pelo computador? |
| Fulana: | Não. Eu sei o que é Facebook. |
| Sicrana: | O e-mail é uma mensagem, como as que pode enviar no Facebook. Entendeu? |
| Fulana: | Ahhh, sei. Entendi. |
Um dos blogs mais divertidos que sigo nessa plataforma. Traz boas recordações de uma época que a maioria de nós não vivemos. “A Lenda do Subúrbio” transforma em chique cada coisa brega que toca - ou posta.
Simone de Beauvoir
glass art por fototon2010 via Flickr.
Obra exposta no Gemeentemuseum Den Haag em Haia, Holanda.
Esses dias 24 e 25 de dezembro serão especialmente agitados. Eu, imerso em minhas paradoxos, me irrito com essa “histeria natalina”, ainda que eu seja naturalmente ansioso. Meu ponto de equilíbrio nesses dias está na fartura de comida, risadas e lembranças carinhosas.
Nesses dias estreamos a roupa comprada dias antes para causar boa impressão nos parentes. Ouvimos toda a sorte de perguntas e comentários sobre a vida dos parentes, sempre respondendo com um sorriso. Rimos de piadas ruins, nos comovemos com lembranças boas de quem se foi.
As tias “disputam” comentários elogiosos sobre seus pratos e doces. Ouvimos fofocas sobre os descaminhos de um parente. Algum outro parente nos canta promessas de ajuda para “encaminhar” a nossa vida; se será mesmo verdade ou conversa de papai-noel teremos de esperar pelo próximo ano.
Natal, para mim, é isso, e não acho ruim. Nada me satisfaz mais que a companhia de gente querida, o carinho implícito em cada carícia, brincadeira e item do cardápio. E nada me tira mais do sério que toda essa grita pró, contra ou politicamente correta que a data suscita.
Nestes dois dias, sinceramente, quero somente rir e ceiar. Tudo que seja alheio a isso, espero sinceramente que vá para além da Lapônia, se é que me entendem.
The Barberless Barber, produção americana de 2010, retrata a história de um rapaz que precisa chegar a uma entrevista de emprego com uma aparência apresentável. Mas como fazê-lo sem um tostão? Esse dilema e o formato stop motion no qual o filme foi produzido é que fazem esse curta-metragem ser tão especial. Assista!
Hand Over Mouth - Bernard Fitzpatrick
Pensei em “revisitar” Bernard Fitzpatrick, após quatro meses que postei a primeira música dele. A receptividade do público ao meu humilde blog cresceu e o reconhecimento à Fitzpatrick também. Agora seu álbum The Folk Songs, do qual essa música de hoje faz parte, está à venda no iTunes. Ouçam e entenderão que ele não chegou lá à toa.
| Rapaz: | Cara, você é muito confuso! |
| Cara: | Olha rapaz, eu não concordo não. Na verdade, concordo sim mas discordo, só que ao contrário do reverso. Na verdade, acho que amarelo! |
Esse blog de gravuras é um dos grandes espaços colaborativos do Tumblr. Um conselho: reserve tempo para visitá-lo.
Virginia Woolf
Pencil Vs Camera - 16 por Ben Heine via Flickr.
Ben Heine (clique aqui para acessar o site) é uma das estrelas da arte multidisciplinar do momento. Nasceu na Costa do Marfim, se mudou para a Bélgica e com suas fotos lúdicas e provocativas, ganhou o mundo. Queimem todos os puristas da arte e da gravura.
Acompanho as festividades esportivas deste domingo com um olho nas redes sociais e o ouvido na janela. Nos dois lados há muita algazarra. Em meio à algazarra me lembro sempre da importante lição que aprendi com meus pais, e guardarei para sempre: prudência nos momentos de glória.
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Yael Levy is simultaneously a leather-clad tomboy and a graceful, sweater-knitting tea enthusiast. A...
Champagne
New Year’s Preps…
As in my covered sleep I dreamed of waking,
I dreamed that I went solitary roving
Over the sunk cities of my ancestors,
Over a darkness, over a...
Electress | Nick Gentry.
It’s tradition to say “Those with glass houses shouldn’t throw stones!”. What if someone did actually have a glass house? Daniel...